Projeto

Tráfego e ocupação dos ônibus: duas leituras da mobilidade de Belo Horizonte

Contagens classificadas e pesquisa visual de ocupação dos ônibus produziram bases complementares para a gestão da mobilidade em Belo Horizonte.

Tela de formulário de ocupação de ônibus com tipos veiculares e gabaritos ilustrativos de lotação, sem registro preenchido.
Interface de referência do aplicativo utilizado na pesquisa de ocupação visual.

Contar veículos mostra uma dimensão da circulação; observar a ocupação dos ônibus revela outra. Nos trabalhos para a SUMOB documentados pelas ordens de serviço de 2023 e 2024, a Fratar reuniu essas duas perspectivas em bases de pesquisa com identificação de pontos, períodos e métodos de coleta.

Filmagem para caracterizar a circulação

As campanhas abrangeram pontos como a Praça Sete, as conexões da Praça Raul Soares e segmentos das avenidas Cristiano Machado, Teresa Cristina e dos Andradas, em Belo Horizonte. As contagens foram realizadas por filmagem e processadas segundo o movimento e a categoria de cada veículo.

Os relatórios apresentam os locais e as datas pesquisados, as planilhas de contagem e sínteses da composição e da distribuição horária do tráfego. A identificação dos movimentos permite retornar do dado tabulado à configuração da interseção observada.

Ocupação visual como pesquisa de passageiros

Para o transporte coletivo, a metodologia utilizou observação em campo com gabaritos de ocupação. Os pesquisadores registraram a condição de carregamento dos ônibus na passagem pelos pontos selecionados, distinguindo faixas de lotação de maneira padronizada.

O registro foi apoiado por formulário em aplicativo desenvolvido pela Fratar. O formulário apresenta tipos de ônibus e gabaritos ilustrativos para estimar a ocupação por faixas de lotação. Tipo veicular e faixa de ocupação são registrados separadamente, padronizando a observação e a posterior tabulação.

Entregas organizadas por ordem de serviço

Cada relatório vincula a metodologia aos pontos efetivamente pesquisados e traz os respectivos anexos de tabulação. Isso permite consultar uma campanha de forma autônoma e reconhecer quais observações sustentam cada base.

O resultado é um conjunto de dados para apoiar o trabalho técnico da gestão municipal. A contribuição das campanhas é oferecer informação de campo estruturada, vinculada aos locais e períodos observados e preparada para utilização em análises de mobilidade.