Plano de Mobilidade 2017-08-22T11:19:55+00:00

PLANO DE MOBILIDADE

A Lei Federal nº 12.587 de 3 de janeiro de 2012 institui a Política Nacional de Mobilidade, com o objetivo de garantir a acessibilidade universal à cidade e estabelecer as condições para os deslocamentos das pessoas e bens ao longo do município. A Lei obriga os municípios acima de 20 mil habitantes, ou que possuam outras particularidades como estarem situados em região metropolitana ou terem aspectos turísticos relevantes, que elaborem seus Planos de Mobilidade Urbana.

De maneira geral, os Planos de Mobilidade Urbana têm a finalidade de, por meio do planejamento de curto, médio e longo prazo, avaliar as condições atuais de mobilidade da população e elaborar propostas de médio e longo prazo que reflitam as diretrizes do município e atendam às expectativas de crescimento, contribuindo assim para uma real promoção do desenvolvimento da cidade.

Um dos principais desafios de estudos de mobilidade urbana consiste na identificação dos desejos de deslocamento da população, no ano base e nos horizontes do estudo. Métodos convencionais, baseados em pesquisas domiciliares de origem e destino são extremamente dispendiosos e tendem a perder a utilidade rapidamente, devido à dinâmica de crescimento das cidades.

Nesse sentido, a Fratar utiliza, para o desenvolvimento de estudos de planejamento urbano, o Modelo de 4 Etapas. Trata-se de um modelo de transportes que se baseia em dados socioeconômicos e de uso e ocupação do solo para estimar as matrizes origem e destino de viagens. A grande vantagem deste método é que ele permite prever o crescimento das viagens na cidade, a partir da expansão dos indicadores socioeconômicos e de uso e ocupação do solo do município.

O Modelo de 4 Etapas é um método robusto, que incorpora diferentes metodologias a fim de determinar matrizes origem e destino de viagens de diferentes modais (individual e coletivo, por exemplo). É composto por:

  • Geração de viagens;
  • Distribuição de viagens;
  • Divisão modal;
  • Alocação de tráfego.

A qualidade do método é medida através da comparação dos resultados da alocação de tráfego com pesquisas realizadas em campo. Além disso, a alocação de tráfego também é o instrumento utilizado para a avaliação das condições atuais e futuras do sistema de transportes.

O software utilizado pela Fratar é o Aimsun, o qual permite, por meio de um modelo representativo do sistema viário e todas as suas caraterísticas (sentido de circulação, número de faixas, interseções, configurações semafóricas e velocidades permitidas), avaliar os cenários de diagnóstico e prognóstico e desenvolver propostas para melhorar a eficiência do sistema de transportes. Dentre os principais indicadores de desempenho avaliados, destacam-se:

  • Velocidade média;
  • Tempo de viagem;
  • Distância percorrida;
  • Emissão de poluentes;
  • Custos de transporte: sociais, operacionais e ambientais.

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