Tráfego e transportes

Otimização Semafórica

Revisão de ciclos, repartições de verde, fases e defasagens para analisar semáforos isolados, corredores e redes como um único sistema operacional.

Da interseção à rede

Ajustar um sinal pode deslocar a fila para o próximo

A otimização semafórica trata tempos de ciclo, verdes, entreverdes, fases e offsets em conjunto com demanda, geometria e interferências entre cruzamentos.

O objetivo técnico é comparar planos e coordenações por indicadores pertinentes — como atraso, filas, paradas, velocidade e tempo de viagem — sem confundir desempenho simulado com resultado observado após implantação. Quando o método permitir, consumo de combustível e emissões também podem entrar na comparação; segurança dos movimentos e conforto dos usuários exigem leitura própria, não decorrem automaticamente de menor atraso.

Demonstração conceitual — não representa tempos, filas ou desempenho de um projeto real.

Elementos do plano

Quatro decisões que precisam funcionar juntas

C

Ciclo

Tempo total necessário para completar a sequência programada de indicações.

V

Repartição de verde

Distribuição do tempo disponível entre movimentos e estágios concorrentes.

F

Fases e entreverdes

Organização dos movimentos autorizados e dos intervalos de transição e segurança.

O

Offset

Defasagem entre controladores usada para trabalhar a progressão em corredores.

Diagrama espaço-tempo: ferramenta de apoio para visualizar ciclos, defasagens e janelas de progressão nos dois sentidos.Selecione a imagem para ampliar

Leitura espaço-tempo

Coordenação é uma relação entre distância, velocidade e tempo

O diagrama evidencia como as aberturas de verde se relacionam ao deslocamento entre interseções. Ele ajuda a conceber uma progressão, mas não substitui a avaliação de conversões, saturação, bloqueios e efeitos na rede adjacente.

  • Sentidos opostos podem exigir compromissos diferentes.
  • Filas residuais alteram a chegada ao próximo sinal.
  • Uma solução local pode piorar movimentos concorrentes.

Método

Da observação em campo ao acompanhamento

As etapas efetivas são definidas no escopo. O processo separa diagnóstico, teste e implantação para manter claras as premissas de cada resultado.

  1. 01

    Dados e consistência

    Volumes por movimento, planos vigentes, geometria, filas, tempos de percurso, controladores e períodos analisados.

  2. 02

    Diagnóstico operacional

    Capacidade, saturação, atrasos, formação e dissipação de filas, bloqueios e interferências entre interseções.

  3. 03

    Teste de planos

    Ajustes de ciclo, verdes, fases e offsets comparados em cenário controlado, com critérios explícitos.

  4. 04

    Implantação e monitoramento

    Quando contratados, apoio à programação, observação em campo e verificação dos indicadores após a mudança.

Aimsun + OptFlow

Explorar combinações sem perder a visão sistêmica

A Fratar combina microssimulação no Aimsun e o OptFlow, ferramenta própria de otimização semafórica. O OptFlow usa algoritmos bayesianos para priorizar combinações promissoras de parâmetros; a microssimulação permite observar os efeitos desses planos na dinâmica da rede modelada.

Esse processo estrutura a busca e a comparação de alternativas. Não garante por si só o desempenho em campo: qualidade dos dados, calibração, restrições de implantação e acompanhamento continuam essenciais.

Cada segundo de verde, ciclo ou offset deve ser analisado no contexto da rede, e não como um ajuste isolado.
O plano programado no controlador é apenas uma parte do sistema: demanda, geometria e coordenação definem como ele opera na rede.Selecione a imagem para ampliar

Possibilidades de análise

Intervenções consideradas conforme o diagnóstico

Reprogramar controladores pode exigir menos intervenção física que uma obra, mas custo, compatibilidade dos equipamentos, implantação e manutenção devem ser orçados para cada contexto. Redução de desgaste veicular é hipótese de avaliação, não resultado garantido.

  • Reconfiguração de estágios e fases de conversão
  • Redistribuição dos tempos de verde
  • Revisão de ciclos por período operacional
  • Definição de offsets e coordenação de corredores
  • Avaliação da necessidade e função de sinais existentes
  • Comparação de planos por indicadores da rede

Perguntas frequentes

Por que não otimizar cada cruzamento separadamente?

Porque a mudança de um plano altera chegadas, filas e bloqueios em outros pontos. A coordenação procura melhorar o funcionamento do conjunto sem esconder os compromissos entre movimentos.

A microssimulação comprova o ganho em campo?

Não. Ela apoia o teste de cenários em um modelo calibrado e validado. O desempenho real depende da implantação, da demanda observada e do monitoramento posterior.

O estudo inclui programação de controladores?

Somente quando esse item fizer parte do escopo e houver compatibilidade técnica e acesso aos equipamentos. A análise e a implantação assistida devem ser definidas separadamente.

Converse com a equipe

Mapeie o corredor antes de ajustar os tempos

Informe interseções, controladores, planos vigentes, períodos críticos, dados de demanda e o problema observado. O escopo define se a análise será isolada, coordenada ou em rede.

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