A avaliação de uma concessão rodoviária exige compreender não apenas quantos veículos utilizam o corredor, mas também a origem das viagens e as alternativas disponíveis aos usuários. Para a Aterpa, a Fratar desenvolveu um estudo de demanda da BR-381 em Minas Gerais, no corredor entre Belo Horizonte e Governador Valadares. O trabalho articulou análise de tráfego, modelagem de redes e projeções de demanda.
Um corredor inserido em uma rede de alternativas
O objeto do estudo foi a demanda associada ao trecho da BR-381 considerado para concessão. A rodovia foi examinada em conjunto com suas conexões e com os caminhos que podem atender às mesmas relações de origem e destino. Esse enquadramento é necessário para relacionar os fluxos observados no corredor às condições de deslocamento na rede regional.
A caracterização dos usuários distinguiu veículos de passeio e comerciais. A análise das informações de origem e destino também contemplou aspectos relacionados ao transporte de cargas e ao uso dos meios de pagamento de pedágio. Esses elementos permitiram representar grupos de usuários com características diferentes, sem tratar todos os deslocamentos como um fluxo homogêneo.
Consolidação e comparação das bases de tráfego
Na atualização de 2024, a análise reuniu contagens classificadas e pesquisas de origem e destino. O tratamento das contagens organizou os volumes por categoria veicular e ponto de referência, com conversão para volume médio diário anual. A comparação entre campanhas e bases de diferentes períodos apoiou a construção de uma leitura consistente do tráfego de partida.
O estudo incorporou o tratamento da sazonalidade, utilizando referências do Programa Nacional de Contagem de Tráfego. Dessa forma, a interpretação das observações não ficou restrita aos dias de levantamento. A Fratar integrou as pesquisas de origem e destino recebidas à base analítica e à modelagem da demanda.
Representação da escolha de caminhos no TransCAD
A modelagem foi desenvolvida no TransCAD. A rede de transportes considerou características dos segmentos que influenciam os custos de deslocamento, como relevo, pavimento e tipo de pista. A definição dos caminhos relacionou tempo de viagem, distância percorrida e cobrança de pedágio em uma estrutura de custo generalizado por grupo de veículos.
Essa representação permitiu analisar a alocação dos fluxos na rede e sua distribuição entre o corredor e caminhos concorrentes. O estudo também examinou cenários relacionados a intervenções de capacidade e à evolução de outras ligações regionais. O interesse técnico foi compreender como mudanças na oferta e nos custos de deslocamento podem influenciar a demanda atribuída à rodovia.
Projeções e organização dos produtos de análise
As projeções relacionaram o tráfego às perspectivas de evolução econômica. O método considerou indicadores nacionais e regionais e relações de elasticidade por categoria de usuários. A dimensão regional foi vinculada às origens e aos destinos das viagens, conectando a análise econômica à área de influência efetiva dos deslocamentos.
A atualização de 2024 reuniu a caracterização dos usuários, a comparação das bases, os carregamentos simulados e os cenários de projeção. Para a Aterpa, essa apresentação consolidou a análise das viagens do corredor BH–Governador Valadares em relação às alternativas de caminho da rede regional.
