Projeto

Mobilidade ativa nas rodovias da Novo Litoral: dados para conectar travessias e percursos

Nas SP-088, SP-098 e SPA-344/055 da Novo Litoral, contagens de pedestres e ciclistas, entrevistas origem-destino e análise do entorno apoiaram o diagnóstico de travessias, percursos longitudinais e acesso aos ônibus.

Imagem ilustrativa de ciclista em ciclovia e pedestres em calçada, separados de uma rodovia litorânea por vegetação e barreira de proteção.
Imagem ilustrativa de percursos de pedestres e ciclistas junto a uma rodovia litorânea.

Nos trechos da Novo Litoral próximos a bairros, equipamentos e atividades lindeiras, travessias e caminhos junto à rodovia integram os percursos de pedestres e ciclistas. A Fratar estudou essas conexões para a concessionária, em São Paulo, relacionando deslocamentos a pé e de bicicleta ao acesso aos pontos de ônibus.

O trabalho reuniu levantamentos e análises para subsidiar o tratamento de travessias, calçadas, ciclovias e paradas de transporte coletivo. A abordagem combinou a observação dos movimentos com a leitura das características físicas da rodovia e das conexões existentes no entorno, evitando tratar cada dispositivo como uma intervenção isolada.

O percurso importa tanto quanto o ponto de travessia

As contagens classificadas distinguiram deslocamentos transversais e longitudinais. Também diferenciaram perfis de pedestres e situações de circulação dos ciclistas, incluindo a bicicleta conduzida a pé. Nos locais com transporte coletivo, o levantamento incorporou paradas de ônibus e operações de embarque e desembarque.

Essa separação é importante porque um volume total, sozinho, não explica a necessidade de infraestrutura. Uma pessoa pode caminhar pelo acostamento, atravessar a pista e ainda percorrer outro segmento até o ônibus. O estudo organizou os registros em intervalos de quinze minutos para caracterizar os horários de maior solicitação e a distribuição dos movimentos.

Entrevistas para compreender as conexões locais

A pesquisa origem-destino complementou as contagens. As entrevistas com pedestres e ciclistas permitiram relacionar os movimentos observados aos locais de origem e destino, à frequência dos deslocamentos e aos trajetos utilizados. Nas SP-088 e SP-098, os pontos pesquisados foram associados às seções de análise.

Na SPA-344/055, a caracterização de cada seção reuniu entorno, infraestrutura disponível e dinâmica dos deslocamentos. Assim, o diagnóstico não se restringe à presença de uma faixa ou passarela: considera também as condições de aproximação e a continuidade do caminho para quem precisa utilizá-la.

Critérios diferentes para necessidades diferentes

A análise das travessias foi estruturada com referência à instrução de projeto da ARTESP para tratamento de travessias de pedestres em rodovias e às diretrizes da concessão. Os indicadores de demanda foram relacionados às características da via, aos registros de sinistros e às condições de circulação.

Para os fluxos longitudinais, a avaliação considerou conectividade e exposição dos usuários. Nos pontos de ônibus, a leitura conjunta das paradas e do embarque e desembarque apoiou a análise das necessidades de atendimento. Essa organização preserva a diferença entre os critérios aplicáveis a cada componente da mobilidade.

Do levantamento ao diagnóstico por seção

O estudo consolidou uma base técnica composta por:

  • contagens classificadas de pedestres, ciclistas e operações de transporte coletivo;
  • caracterização dos trechos e dos percursos identificados nas entrevistas;
  • indicadores de circulação transversal e longitudinal;
  • avaliação integrada das necessidades de infraestrutura por seção.

O diagnóstico relacionou as necessidades de cada seção aos movimentos observados e à configuração do lugar, tratando travessias, caminhos longitudinais e acesso ao transporte coletivo como partes de uma mesma rede de deslocamentos.