Projeto

Pesquisas e análise de demanda no lote rodoviário Varginha–Furnas

No Sul de Minas, a Fratar reuniu contagens classificadas, informações de origem e destino e modelagem de rede para a análise de demanda do lote Varginha–Furnas, apoiando os estudos desenvolvidos para a Aterpa.

Vista oblíqua de uma rodovia intermunicipal sinuosa, com automóveis, van e caminhões distribuídos entre colinas agrícolas e uma cidade fictícia ao fundo.
Imagem ilustrativa da circulação em um corredor rodoviário intermunicipal.

Entender a demanda de um lote rodoviário exige relacionar o tráfego contado em cada ponto aos deslocamentos que atravessam toda a região. No Sul de Minas, o estudo do lote Varginha–Furnas reuniu essas duas escalas: os volumes observados nas rodovias e as ligações entre cidades e corredores de influência.

A Fratar desenvolveu para a Aterpa uma base de pesquisas e análise de demanda voltada ao Lote 3 de Minas Gerais. O recorte alcançou as conexões de Varginha, Alfenas, Guaxupé, São Sebastião do Paraíso e outros municípios da região, articulando observações locais e representação da rede rodoviária.

Da campanha de contagem ao volume de referência

A campanha de contagens classificadas ocorreu entre novembro e dezembro de 2022, com consolidação dos volumes diários por categoria de veículo e ponto de pesquisa.

O tratamento não se limitou à soma dos veículos observados. Foram examinadas referências de sazonalidade para transformar os registros da campanha em volumes médios anuais comparáveis. A organização distinguiu veículos de passeio e comerciais, preservando a composição do tráfego necessária às etapas de análise.

A base em planilha reuniu contagens, fatores de eixo e estruturas de consolidação. A comparação com os dados de referência do edital fez parte do trabalho de leitura e verificação da demanda, mantendo separadas as informações originais e o tratamento produzido no estudo.

Origem e destino para compreender a rede

As informações de origem e destino permitiram examinar os deslocamentos para além dos limites de um posto de contagem. O trabalho distinguiu viagens de passeio, comerciais leves e comerciais pesadas, além de organizar as classes de carga transportadas.

Essa separação é relevante em uma região que combina deslocamentos entre municípios e fluxos de maior alcance. Para representar essas relações, a análise incorporou zoneamento e alocação dos deslocamentos na rede. Foram produzidas leituras de carregamento e verificações da representação dos fluxos, conectando as matrizes de viagem aos volumes observados.

A abordagem também incluiu comparação de carregamentos entre configurações de análise. Assim, foi possível estruturar a discussão técnica sobre redistribuição da demanda como parte do estudo do lote, sem reduzir a avaliação a totais isolados de tráfego.