Projeto

Ramal João Paulo: estudo da interface entre ferrovia e circulação urbana em Itabira

Para a Infraplan, a Fratar estudou a interface da variante do ramal João Paulo e da Estrada 105 com a circulação de Itabira, combinando pesquisas de tráfego e simulações em escala urbana e local.

Ilustração de rua urbana próxima a um corredor ferroviário de cargas em uma cidade de relevo ondulado.
Imagem ilustrativa de circulação urbana na proximidade de uma ferrovia de cargas.

A relação entre uma ferrovia e a malha urbana envolve mais do que a posição dos trilhos. A alteração de um corredor pode modificar conexões rodoviárias, redistribuir viagens e exigir uma leitura conjunta da cidade e de suas interseções. Em Itabira, a Fratar desenvolveu para a Infraplan um estudo de tráfego associado à variante do ramal ferroviário João Paulo e à Estrada 105, em empreendimento vinculado à Vale.

O trabalho examinou cenários de reorganização viária relacionados ao ramal, incluindo a possibilidade de uma avenida no corredor ferroviário existente. A abordagem combinou a distribuição dos deslocamentos na rede municipal com a análise detalhada da circulação na área de influência das intervenções.

Pesquisas de campo e leitura das bases de Itabira

A caracterização da demanda reuniu contagens classificadas de veículos e informações de estudos anteriores do município. A Fratar realizou levantamentos por vídeo, com identificação dos movimentos e das categorias veiculares, e organizou os registros em tabulações por intervalo de tempo.

Essa base foi confrontada com pesquisas do Plano de Mobilidade e do estudo preliminar do ramal. A comparação entre campanhas fez parte da análise de consistência dos insumos, considerando que levantamentos de épocas diferentes precisam ser contextualizados antes de alimentar um modelo de tráfego. O procedimento conectou o comportamento observado nas vias às informações disponíveis para a representação da cidade.

Da distribuição das viagens à circulação nas interseções

Na escala macroscópica, o estudo utilizou o Aimsun Next para representar a malha viária urbana, seus sentidos de circulação e atributos físico-operacionais. A rede do Plano de Mobilidade foi atualizada, e as matrizes de origem e destino serviram de base à alocação das viagens.

A escolha de rotas foi tratada por equilíbrio do usuário, relacionando o carregamento dos segmentos aos tempos de percurso. A análise comparou situações com e sem as intervenções e utilizou verificações entre volumes observados e simulados na construção da referência de modelagem.

Em seguida, a área diretamente afetada foi examinada por microssimulação. Nessa etapa, os movimentos individuais dos veículos e suas interações passaram a compor a avaliação das conexões. A articulação entre escalas permitiu levar a distribuição das viagens da rede municipal para o exame operacional dos cruzamentos e acessos.

Comparação técnica para o desenvolvimento do projeto

O relatório documentou a comparação de cenários e a avaliação de adequações no projeto geométrico preliminar. O exame abrangeu indicadores operacionais, como tempos de viagem, filas e velocidades simuladas, além da organização dos fluxos nos trechos analisados.

A comparação conectou a variante ferroviária e a possibilidade de avenida no corredor existente à distribuição das viagens na rede de Itabira. Os levantamentos e a atualização da base do Plano de Mobilidade apoiaram o exame das configurações de projeto nas escalas da cidade e das interseções.