Projeto

Deslocamentos terrestres e por helicóptero na Grande São Paulo

Para o CEiiA, a Fratar organizou em 2020 uma base de vias, helipontos e aeródromos da Grande São Paulo, com matrizes de distância e tempos para percursos terrestres e de helicópteros.

Recorte da base territorial de 2020 com vias e infraestrutura aeroportuária na Grande São Paulo.
Base territorial de referência do levantamento na Grande São Paulo, em 2020.

Comparar deslocamentos terrestres e aéreos em uma metrópole exige uma base que vá além da localização dos pontos de origem e destino. No trabalho desenvolvido para o CEiiA, a Fratar organizou informações sobre o território, a infraestrutura e as condições de deslocamento na Região Metropolitana de São Paulo, reunindo diferentes conjuntos de dados em uma estrutura de análise.

O levantamento, consolidado em 2020, articulou a rede viária e as áreas urbanas à distribuição de helipontos e aeródromos. Também incluiu dados de tráfego e referências para representar percursos de helicópteros. O foco foi preparar uma base técnica coerente para investigar a mobilidade regional.

O território como referência comum

A primeira parte do trabalho caracterizou a região metropolitana e sua inserção na Macrometrópole Paulista. Mapas organizaram as divisões territoriais, a estrutura viária e a relação entre áreas urbanas e rurais, permitindo interpretar a localização das infraestruturas no contexto regional.

Na dimensão aeronáutica, o estudo reuniu cadastros de helipontos, aeródromos e informações sobre a frota a partir de bases da ANAC. A distribuição espacial dos pontos de pouso foi detalhada em áreas como Barueri e São Paulo, conectando o inventário de infraestrutura à leitura do território.

Tempos de acesso que variam durante o dia

Para o transporte terrestre, a análise examinou a evolução das condições de tráfego ao longo do dia. A comparação entre velocidades por horário e uma referência de circulação menos carregada permitiu representar a variação temporal dos deslocamentos.

O trabalho produziu mapas de tempo de acesso a partir de pontos de interesse, com recortes para Itaim Bibi, Barueri e o Aeroporto de Guarulhos. Essa abordagem permite discutir acessibilidade como uma condição dependente do horário e da rede disponível, e não apenas da distância em linha reta.

A base também foi organizada em centroides e matrizes de distância e de tempo de deslocamento. Essas representações colocaram diferentes ligações em uma estrutura comparável e deram forma aos dados necessários para análises posteriores.

Percursos aéreos tratados como uma rede

O levantamento considerou as Rotas Especiais de Helicópteros utilizadas como referência na época do estudo. Para estimar tempos de voo entre os centroides, a metodologia representou o acesso ao corredor aéreo, o percurso ao longo da rota e a conexão final ao destino.