Projeto

Microssimulação de tráfego no corredor BRT Lapa–LIP, em Salvador

Modelagem do corredor Lapa–LIP integrou demanda, circulação e operação do transporte coletivo para avaliar o projeto viário do BRT de Salvador, com análise detalhada do Trecho II e de suas interseções.

Imagem ilustrativa de ônibus articulado em corredor BRT segregado ao lado de estação, com tráfego comum em faixas adjacentes e arborização urbana.
Imagem ilustrativa de um corredor urbano BRT, com faixa segregada e estação de embarque.

A implantação de um corredor de BRT exige compatibilizar a prioridade ao transporte coletivo com a circulação nas vias adjacentes. No sistema Lapa–LIP, em Salvador, essa análise envolve avenidas com funções distintas, acessos aos bairros, retornos e interseções semaforizadas. Para a Engetec, a Fratar desenvolveu estudos de tráfego associados aos Trechos II e III do corredor, utilizando modelagem para examinar o comportamento da rede projetada.

Do contexto da cidade ao detalhe do corredor

O trabalho partiu dos Estudos de Mobilidade elaborados por Prado Valladares e Engimind. Essa base permitiu considerar a redistribuição dos deslocamentos na cidade, em vez de tratar cada cruzamento como um elemento isolado. A demanda e a configuração viária foram representadas em uma rede de simulação, com atributos como sentidos de circulação, número de faixas, velocidades regulamentares e capacidade.

A análise detalhada do Trecho II abrangeu o eixo formado pelas avenidas Vale do Tororó, Vasco da Gama, Juracy Magalhães Júnior e Antônio Carlos Magalhães, pela Rua Lucaia e por segmentos da Avenida Anita Garibaldi. Nesse recorte, a análise relacionou o funcionamento das interseções à continuidade dos deslocamentos ao longo do corredor.

Uma rede com ônibus, semáforos e interação entre veículos

No Aimsun Next, a etapa macroscópica apoiou o ajuste da matriz origem–destino aos carregamentos de referência. Em seguida, a abordagem microscópica passou a representar veículos individualmente, incorporando as diferenças de comportamento e a interação entre movimentos. A programação semafórica e a operação das linhas de transporte coletivo também foram inseridas na rede.

Essa combinação é importante porque uma fila formada em uma aproximação pode alcançar outro ponto da via e modificar sua capacidade de escoamento. O estudo examinou essas relações, além de confrontar os volumes das etapas de modelagem e verificar a coerência das condições de circulação representadas.

O recorte detalhado no relatório corresponde ao pico da manhã e utiliza demanda de projeto. A avaliação relaciona o funcionamento previsto do corredor às condições de demanda e às premissas adotadas para esse cenário.

Avaliação do projeto e organização das entregas

A investigação combinou observação da dinâmica simulada e leitura de indicadores operacionais. A equipe analisou os efeitos da geometria, dos movimentos permitidos e do controle semafórico, estruturando a discussão de adequações ao projeto conceitual. A documentação reuniu:

  • Representação da rede e do corredor submetido à microssimulação;
  • Descrição da construção e verificação do modelo de tráfego;
  • Análise das interseções e dos segmentos pelos critérios do Highway Capacity Manual;
  • Registro técnico das alternativas de circulação e geometria examinadas.

A simulação relacionou a demanda de projeto, a prioridade aos ônibus e a operação do tráfego geral nas interseções do corredor. O relatório do Trecho II e a apresentação dos Trechos II e III apoiaram a discussão das adequações de geometria e circulação.