O Himalaya Town Center, da Everest Empreendimentos, motivou um estudo de tráfego na interface entre Nova Lima e Belo Horizonte. A Fratar, em parceria com a Beta, avaliou a inserção do empreendimento em uma rede que conecta a MG-030, a BR-356, a Alameda Oscar Niemeyer e a Rua Ministro Orozimbo Nonato.
O porte previsto incluía estacionamento para 2.500 veículos. A análise precisava, portanto, relacionar os acessos do empreendimento às conexões viárias da região, em vez de tratar sua circulação como um problema restrito ao lote.
Quatro frentes de intervenção avaliadas
O estudo examinou alternativas geométricas e de controle de tráfego em pontos que distribuem os deslocamentos entre os dois municípios:
- cobertura da trincheira da MG-030, na região do Vila da Serra;
- alargamento e viaduto no encontro da MG-030 com a BR-356, incluindo a conexão da MG-030 à BR-356 no sentido do Anel Rodoviário;
- reconfiguração do trevo do BH Shopping com o conceito DDI, ou Diverging Diamond Interchange;
- semaforização da Alameda Oscar Niemeyer.
A representação conjunta dessas alternativas permitiu analisar suas relações com os fluxos do empreendimento e com as demais viagens que atravessam a região. Uma mudança em uma conexão pode alterar o caminho e as condições de chegada dos veículos à interseção seguinte.
Comparação dos cenários da manhã e da tarde
A Fratar utilizou uma rede de simulação para comparar as condições de circulação. A apresentação técnica reúne cenários para os picos da manhã e da tarde no horizonte de 2025, confrontando a referência com a configuração que combina empreendimento e intervenções.
As representações da rede e das propostas apoiaram a análise integrada dos acessos, dos movimentos e dos pontos de conflito. O estudo levou a avaliação do Himalaya à escala das conexões MG-030–BR-356, articulando a demanda prevista do projeto às alternativas de circulação do entorno.

