Projeto

Circulação industrial em Ouro Branco: pátio, enlonamento e abastecimento

Para a G2L Logística, a Fratar analisou a circulação de caminhões no pátio da Gerdau em Ouro Branco, articulando observação de campo, cronoanálise e testes de giro ao estudo de uma nova operação de abastecimento.

Caminhões em um pátio industrial amplo, com cobertura de serviços ao fundo.
Imagem ilustrativa de circulação de caminhões em um pátio industrial.

A inserção de um novo serviço em um pátio industrial exige compreender como os veículos já utilizam o espaço. Para a G2L Logística, a Fratar estudou a circulação no pátio da Gerdau em Ouro Branco, Minas Gerais, com foco na interface entre a operação de enlonamento de caminhões e a possibilidade de instalar um posto de abastecimento da frota.

Uma mudança de uso dentro de uma operação existente

O desafio era examinar alternativas de ocupação sem separar o novo posto dos movimentos necessários à operação do pátio. Caminhões articulados precisam de espaço para acessar os serviços, realizar manobras e deixar a área. Ao mesmo tempo, o enlonamento tem uma dinâmica própria de atendimento, ocupação e espera, que também condiciona o uso do sistema viário interno.

O estudo articulou duas questões: a compatibilidade geométrica dos percursos e o comportamento operacional dos veículos. A análise não se resumiu ao desenho de uma vaga ou à posição de uma cobertura. O objeto foi a relação entre os fluxos existentes, os movimentos associados ao abastecimento e as áreas compartilhadas pelas operações.

Registros operacionais e observação em campo

A equipe analisou registros disponibilizados pela G2L, incluindo acessos de veículos e informações da operação de enlonamento. Foram examinados os perfis de chegada e a composição dos movimentos, distinguindo os veículos potencialmente associados ao abastecimento dos demais usuários do pátio. A geometria existente e o desenho do posto em estudo também integraram a base técnica.

As informações cadastrais foram complementadas por levantamentos no local. As filmagens com equipamentos TrafficCam permitiram observar os deslocamentos e realizar contagens classificadas de veículos. A partir das imagens, a cronoanálise mensurou tempos envolvidos no enlonamento e suas variações. Esse conjunto de observações vinculou a análise ao funcionamento efetivo do pátio, em vez de depender apenas de valores médios ou de uma planta estática.

Trajetórias de caminhões e comparação de alternativas

A avaliação geométrica utilizou AutoCAD e Vehicle Tracking para verificar os raios de giro. Foram consideradas composições veiculares compatíveis com as atividades analisadas, examinando os espaços necessários às manobras e a relação entre os trajetos de enlonamento e abastecimento. As alternativas de localização foram comparadas por seus percursos de entrada, circulação e saída.

No acompanhamento do estudo, configurações do pátio foram representadas por microssimulação. Essas representações complementaram os testes de giro ao permitir a visualização dos deslocamentos na rede interna e das interações entre veículos e pontos de atendimento.

Uma base técnica para discutir o arranjo do pátio

Os produtos de análise reuniram a caracterização dos acessos, a tabulação das observações, a cronoanálise do enlonamento, os testes de giro e a representação dos cenários de circulação. A contribuição da Fratar foi organizar essas evidências em uma avaliação integrada da possibilidade de incorporar o abastecimento à rotina logística existente.

O caso mostra como engenharia de tráfego e análise operacional podem se complementar em ambientes industriais. A compatibilidade de uma nova instalação depende tanto do espaço que os caminhões ocupam ao manobrar quanto da sequência e da variabilidade dos atendimentos realizados no pátio.