A circulação na MT-130 combina deslocamentos locais e viagens ligadas à produção e à logística de Mato Grosso. A Fratar desenvolveu um estudo de tráfego para a concessão do trecho entre Primavera do Leste e Paranatinga, estruturando uma base de demanda, um modelo de escolha de rotas e análises de capacidade. O trabalho apoiou a avaliação do corredor a partir de dados de pesquisa e de cenários de evolução da rede.
O segmento estudado integra a região leste do estado e possui conexões relevantes para municípios produtores e para o escoamento de cargas. Nesse contexto, entender a origem e o destino das viagens era tão importante quanto medir seu volume. A presença de ligações locais e de fluxos direcionados a polos logísticos produz sensibilidades diferentes às condições do pavimento, às melhorias previstas e à cobrança de pedágio.
Contagens e entrevistas de origem e destino
A pesquisa reuniu contagens classificadas e entrevistas com usuários. Os levantamentos permitiram caracterizar o fluxo nas posições de interesse e distinguir categorias veiculares. Essas informações compuseram a base de tratamento e representação da demanda.
As entrevistas de origem e destino ajudaram a identificar os principais vínculos entre municípios e o perfil das viagens. A análise diferenciou veículos de passeio, comerciais leves e comerciais pesados, reconhecendo a importância da movimentação de cargas na região. Os procedimentos de compatibilização dos pontos de pesquisa foram explicitados para relacionar as observações aos locais efetivamente utilizados no estudo.
Sazonalidade e representação da rede
O trabalho considerou que os períodos de pesquisa não representam automaticamente a média de um ano. Para estabelecer a referência de demanda, foram utilizadas informações de sazonalidade e procedimentos de ajuste dos volumes. A análise também tratou as particularidades do período de pandemia nas séries disponíveis, evitando considerar variações excepcionais como comportamento regular do tráfego.
A Fratar estruturou uma rede georreferenciada em TransCAD. Os segmentos receberam características relacionadas ao relevo, ao pavimento, ao tipo de pista e ao revestimento. A alocação das viagens considerou custos de distância, tempo e pedágio, permitindo representar a escolha dos caminhos por diferentes categorias de usuários e confrontar os carregamentos com as referências de contagem.
Com a rede ajustada, os cenários compararam hipóteses de infraestrutura e custos de deslocamento para examinar possíveis desvios de rota. A análise diferenciou veículos de passeio, comerciais leves e comerciais pesados, relacionando a escolha dos caminhos às projeções do horizonte da concessão.
Projeções e análise de capacidade
As estimativas de evolução da demanda foram relacionadas a variáveis econômicas e à área de influência identificada nas pesquisas. Para a capacidade, o corredor foi dividido em trechos homogêneos, com parâmetros específicos de operação. As avaliações utilizaram critérios do HCM para examinar as condições de atendimento dos segmentos de pista simples ao longo do tempo.
A apresentação e as planilhas de apoio reuniram as análises de sensibilidade e de capacidade. O tratamento da sazonalidade e das particularidades de 2020–2021 conectou a base de referência às projeções por trecho, sem tomar a variação excepcional da pandemia como comportamento regular.
