Projeto

Ligação BH–Nova Lima: alternativas viárias no estudo de 2014

Estudo da Modelle, com responsabilidade técnica de Rodrigo Coelho, comparou rotatórias, diamante divergente e Via 20 para a ligação entre Belo Horizonte e Nova Lima.

Vista histórica da área de estudo entre Belo Horizonte e Nova Lima, identificando MG-030, Raja Gabaglia, BH Shopping, Avenida Nossa Senhora do Carmo e Alameda da Serra.
Área de estudo na apresentação de setembro de 2014. Fonte: Modelle, estudo Ligação NL–BH.

Em 2014, a ligação entre Belo Horizonte e Nova Lima foi objeto de um estudo da Modelle, empresa do Grupo Tectran, para a Associação dos Empreendedores dos Bairros Vila da Serra e Vale do Sereno. Com responsabilidade técnica de Rodrigo Coelho, o trabalho comparou alternativas para os deslocamentos entre os dois municípios. Integra seu acervo profissional.

Uma conexão que precisava ser examinada em rede

A área analisada reunia acessos ao Vila da Serra e ao Vale do Sereno, à região do BH Shopping e aos corredores metropolitanos próximos. O desempenho de uma nova ligação dependia não apenas de sua geometria, mas também da capacidade de receber e distribuir os veículos nas interseções e vias vizinhas.

O estudo partiu da construção de uma base de simulação para representar essa operação. As pesquisas de contagem classificada e as informações sobre itinerários de ônibus compuseram o conhecimento da demanda. A proposta técnica previa o ajuste do modelo às condições observadas antes da avaliação das mudanças, permitindo comparar soluções sob uma referência comum.

Rotatórias, diamante divergente e uma nova via

A análise incluiu alternativas de rotatórias e examinou as relações entre fluxos, conversões e entrelaçamentos. O estudo tratou a conexão como um problema de operação em rede, e não apenas como a existência de uma nova ligação.

Outra frente de avaliação utilizou o conceito de diamante divergente, conhecido pela sigla DDI. Nessa configuração, a organização dos sentidos e das conversões busca reduzir os conflitos de determinados movimentos. A avaliação incluiu a ligação entre BH e Nova Lima e as consequências para os demais deslocamentos da interseção.

A Via 20 constituiu outra frente de análise. Sua representação em cenários de planejamento permitiu discutir a conectividade regional e suas relações com a operação das interseções existentes.

Comparar capacidade, percursos e condições de operação

A apresentação técnica confrontou os cenários por indicadores como fluxo atendido, tempo de viagem, densidade e formação de filas. A leitura combinada dessas medidas era importante: uma solução poderia redistribuir caminhos e atender mais viagens, mas ainda produzir restrições em determinados movimentos.

A leitura dos indicadores distinguiu o efeito da configuração de cada interseção daquele associado à oferta de percursos na região. Os cenários funcionaram como referências para discutir capacidade e conectividade, com seus horizontes e hipóteses explícitos.

Modelagem como apoio à concepção

A apresentação organizou os testes e as questões de geometria e circulação que precisariam ser aprofundadas nas etapas seguintes. A representação das propostas permitiu relacionar o desenho das conexões aos movimentos atendidos, enquanto os indicadores deram uma referência comum para examinar as alternativas. Assim, a modelagem apoiou tanto a comparação inicial quanto o desenvolvimento posterior dos projetos.

A contribuição desse estudo histórico foi tornar explícita a relação entre desenho viário e operação. Antes de avançar uma alternativa, era necessário avaliar quem conseguiria utilizá-la, como os movimentos se combinariam e quais restrições permaneceriam na rede.