Projeto

Malha Norte: da pesquisa de campo às travessias do traçado projetado

No projeto ferroviário da Egis em Rondonópolis, a Fratar relacionou contagens de veículos e pedestres ao traçado das travessias, com tratamento da demanda e avaliação técnica dos requisitos de proteção.

Ilustração de uma estrada rural cruzando uma via férrea
Imagem ilustrativa de uma interface entre estrada rural e ferrovia.

O cruzamento de uma nova ferrovia com a rede de caminhos e vias públicas exige uma análise própria em cada ponto de transposição. Para a Egis Engenharia e Consultoria, a Fratar desenvolveu estudos de tráfego associados à expansão da Malha Norte, no trecho entre o terminal ferroviário de Rondonópolis e Santa Elvira, em Mato Grosso. O objeto foi examinar as condições para passagens em nível e os requisitos de proteção correspondentes.

O estudo combinou pesquisa de veículos e pedestres, tratamento da demanda rodoviária e aplicação de critérios técnicos de interface rodoferroviária. O foco não era apenas contar os veículos que utilizavam os caminhos existentes, mas relacionar esses registros ao traçado projetado da ferrovia, às características das travessias e às informações de circulação dos trens.

Pesquisa nos pontos de transposição

O levantamento reuniu doze postos, com filmagens em dias úteis e fim de semana e classificação por categoria e movimento. Em pontos de referência, o período de coleta foi ampliado para apoiar a expansão dos registros dos demais locais para volumes diários.

As tabulações foram organizadas por ponto de pesquisa e faixa horária. A separação entre veículos de passeio, veículos comerciais e pedestres constituiu uma etapa do tratamento dos dados, pois esses grupos participam de forma diferente dos indicadores empregados na avaliação de travessias. O relatório também documentou ajustes sazonais e projeções de crescimento, distinguindo a pesquisa observada das estimativas para o horizonte de análise.

Do ponto filmado à passagem projetada

A mudança do traçado exigiu relacionar os locais efetivamente filmados às posições das travessias projetadas. O estudo considerou as conexões viárias para associar a demanda observada à passagem correspondente.

Com ferramentas de geoprocessamento, foram examinadas as áreas de influência das passagens. A análise também distinguiu inserções urbanas e rurais, a partir do perímetro legal de Rondonópolis. Dessa maneira, o estudo articulou a posição das travessias, a classificação das vias e as condições físicas locais antes de aplicar os critérios de proteção.

Critérios para a interface entre rodovia e ferrovia

O enquadramento técnico utilizou as normas ABNT NBR 7613, NBR 15680 e NBR 15942, nas edições indicadas no estudo, além das referências do DNIT para intervenções em áreas urbanas. Foram considerados o intervalo entre trens, os limites de influência das passagens e indicadores como grau de importância, momento de circulação e intensidade de tráfego.

A entrega à Egis reuniu premissas, tabulações e análises dos requisitos de sinalização por travessia, conectando a base pesquisada às interfaces do projeto ferroviário.