Para a AGEO, a Fratar desenvolveu o estudo de tráfego do Terminal Santorini, previsto para a área continental de Santos, junto à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, a SP-055.
Uma interface entre rodovia e operação portuária
O recorte de análise relacionou o empreendimento à Estrada de Acesso à Ilha Barnabé e às conexões com a SP-055. A circulação nos dispositivos existentes e os movimentos dos terminais próximos integraram a caracterização da área, pois influenciam a distribuição das viagens e o funcionamento dos pontos de entrada e saída da rodovia.
O trabalho foi organizado para distinguir a demanda já presente na rede da parcela associada ao novo terminal. Essa separação permite discutir o efeito incremental do empreendimento, em vez de atribuir a ele toda a circulação ou todas as condições operacionais observadas no entorno.
Pesquisas de campo e tratamento da demanda
A caracterização combinou bases secundárias e contagens classificatórias realizadas por filmagem. A campanha registrou os movimentos em pontos selecionados da rodovia e das vias de acesso. Os dados foram tabulados por movimento e tipo de veículo, em intervalos de quinze minutos, preservando a leitura da composição do tráfego e da variação ao longo do dia.
O tratamento das contagens incluiu expansão dos períodos observados e ajustes sazonais apoiados em registros da praça de pedágio da região. Essa etapa foi especialmente relevante pelo contexto litorâneo e portuário, no qual o perfil de circulação varia com os dias e os períodos do ano.
A demanda de projeto foi relacionada à hora de referência utilizada na análise de capacidade, com o tratamento dos volumes documentado em memórias de cálculo.
Geração de viagens e comparação de cenários
Para os veículos comerciais, a estimativa de viagens utilizou premissas de movimentação de cargas do terminal. Para os veículos de passeio, o estudo tomou como referência o perfil de empreendimentos semelhantes nas proximidades. A distribuição das viagens foi então articulada aos movimentos e acessos da área estudada.
A avaliação comparou cenários com e sem o funcionamento do Terminal Santorini em horizontes de projeto. Nos trechos de convergência e divergência da SP-055, os volumes estimados pela simulação foram ajustados para a análise de nível de serviço pelo Highway Capacity Manual, conforme a norma da ARTESP adotada no estudo.
