Projeto

Estações de metrô em Bogotá: microssimulação dos percursos de passageiros

Em apoio à Systra, a Fratar trabalhou na análise de circulação de passageiros em estações de metrô de Bogotá, articulando demandas por acesso, geometria dos espaços e cenários de operação em modelos de pedestres.

Ilustração genérica de passageiros circulando entre níveis de uma estação
Imagem ilustrativa de circulação entre níveis de uma estação metroviária.

Entre a calçada e a plataforma, uma viagem de metrô envolve uma sequência de espaços e dispositivos: acessos, áreas de distribuição, bloqueios, escadas e conexões entre níveis. A capacidade de atender os passageiros depende da relação entre esses componentes e da concentração da demanda ao longo do tempo. Foi nesse contexto que a Fratar atuou em apoio à Systra em estudos de circulação para estações de metrô em Bogotá, na Colômbia.

O trabalho abordou percursos entre acessos, mezaninos e plataformas, incluindo uma configuração identificada como E02, com conexão ao TransMilenio. A microssimulação permitiu relacionar a geometria dos percursos aos fluxos de entrada, saída e transferência, em vez de avaliar cada dispositivo de circulação de forma isolada.

Traduzir a demanda para a escala do acesso

A Fratar organizou informações de embarques, desembarques e transferências por estação, distribuindo os volumes por acesso e por período, inclusive no intervalo de maior solicitação.

Essa passagem da demanda agregada para os fluxos locais é uma etapa central do estudo. Um mesmo total de passageiros pode produzir solicitações diferentes conforme a distribuição entre entradas, os percursos de transferência e a concentração das chegadas. A representação desses movimentos conecta as projeções de demanda ao uso efetivo dos espaços da estação.

Conectar acessos, mezaninos e plataformas

A representação espacial conectou acessos e níveis das estações, distinguindo escadas fixas, escadas mecânicas, áreas de bloqueio e plataformas. Esses elementos compõem a cadeia de circulação utilizada pelos passageiros.

Essa leitura espacial ajuda a identificar onde os fluxos se encontram e como uma condição localizada pode repercutir no percurso completo. A análise, portanto, considera a continuidade da circulação, e não apenas a disponibilidade nominal de uma escada ou de uma linha de bloqueios.

Cenários de operação para observar o comportamento dos fluxos

Os modelos de pedestres foram trabalhados no LEGION. Foram examinadas situações normais e degradadas de operação para observar a distribuição dos passageiros nas condições representadas.

A comparação entre condições de funcionamento é importante para observar a sensibilidade do sistema. A leitura das áreas de concentração e dos caminhos utilizados oferece suporte à discussão dos dispositivos de circulação, sempre dentro das demandas e configurações consideradas em cada cenário.