Projeto

Capacidade de transporte na Estrada da Conquistinha

A Fratar analisou a circulação de caminhões na Estrada da Conquistinha para a Sanax, articulando premissas de produção, desempenho em rampas e microssimulação para comparar diferentes demandas de transporte.

Caminhão rodoviário articulado com semirreboque basculante transportando material mineral em uma estrada pavimentada em aclive.
Imagem ilustrativa de transporte rodoviário de material mineral em rampa.

Uma meta de produção só se traduz em uma operação de transporte viável quando é confrontada com as condições da rota. Na Estrada da Conquistinha, a Fratar desenvolveu para a Sanax uma análise de capacidade voltada ao escoamento da produção, considerando a circulação de caminhões e as características físicas do trajeto.

O estudo conectou duas escalas de decisão: o planejamento da movimentação anual de material e o comportamento dos veículos durante a operação horária. Essa relação é importante porque uma capacidade agregada, calculada sem considerar rampas, curvas e diferenças de desempenho entre veículos, não descreve por completo o funcionamento de uma estrada.

Da produção à demanda de veículos

A análise partiu de premissas explícitas para converter planos de produção em volumes de tráfego. Dias de operação, jornada diária e carga transportada por caminhão foram organizados de forma conjunta. A partir dessa base, foram estruturados diferentes cenários de demanda para avaliação da rota.

Geometria e desempenho dos caminhões

A abordagem combinou conceitos de capacidade viária e microssimulação no Aimsun Next. O modelo representou a circulação individual dos veículos, incluindo as interações que condicionam o deslocamento ao longo do percurso.

O comportamento em rampas recebeu atenção por meio do modelo TWOPAS, que considera a relação entre peso, potência e inclinação da via. Essa representação é especialmente pertinente para comparar caminhões carregados e descarregados: a mesma geometria pode produzir respostas diferentes conforme a condição do veículo.

A modelagem incluiu a representação da estrada e mapas de velocidade associados aos cenários. Esses recursos ajudaram a relacionar o desempenho calculado à posição dos segmentos na rota, em vez de tratar o trajeto como uma ligação homogênea.

Uma leitura de capacidade pelo trecho condicionante

O estudo também utilizou o conceito de intervalo entre veículos, conhecido como headway, para discutir a capacidade. A avaliação foi articulada à identificação do segmento que condiciona o desempenho do sistema, evitando interpretar a velocidade média do percurso como a única medida relevante.

A análise reuniu:

  • Conversão das premissas de produção em demanda horária de caminhões.
  • Representação da rota e das condições de circulação no modelo.
  • Comparação de cenários de transporte por microssimulação.
  • Análise de velocidades e do segmento condicionante da capacidade.

Subsídios para o planejamento do escoamento

A contribuição técnica foi organizar uma leitura conjunta de produção, frota em circulação e infraestrutura. Os cenários e a síntese de capacidade constituíram referências para discutir o planejamento do transporte com base nas condições modeladas.