Projeto

Complexo Metrô-Rodoviária de Salvador: simulação da rede viária de acesso

A Fratar desenvolveu para a Engetec a microssimulação do entorno do novo Complexo Metrô-Rodoviária de Salvador, conectando carregamentos de demanda à análise operacional dos acessos e da interseção BA-528 × BR-324.

Terminal de ônibus e metrô junto a uma via urbana, em cena conceitual.
Imagem ilustrativa de um terminal multimodal e suas vias de acesso.

Um terminal de integração modifica não apenas os deslocamentos de seus passageiros, mas também a circulação de quem atravessa a região. No novo Complexo Metrô-Rodoviária de Salvador, em Águas Claras, essa interface envolve os acessos ao equipamento, a BA-528 e a BR-324. A Fratar desenvolveu para a Engetec um estudo de tráfego voltado ao projeto viário desse entorno, combinando modelagem de demanda e microssimulação.

O terminal e as rodovias como um sistema conectado

O objeto do trabalho foi a circulação de veículos na rede de aproximação ao complexo, incluindo a interseção entre as rodovias. A análise reuniu o tráfego associado ao terminal e os deslocamentos metropolitanos e de passagem presentes na área de influência. Esse recorte permite examinar o acesso ao empreendimento sem tratá-lo como um elemento isolado da cidade.

Os carregamentos de referência vieram do estudo macroscópico elaborado pela Okaan. A participação da Fratar concentrou-se no desenvolvimento do modelo e no exame pormenorizado da operação viária proposta. Assim, informações produzidas em uma escala territorial mais ampla foram utilizadas como base para investigar o comportamento local dos fluxos.

Da demanda agregada aos movimentos individuais

No Aimsun Next, a equipe construiu uma rede com as características físicas e operacionais das vias: sentidos de circulação, faixas, velocidades regulamentares e conexões. A etapa macroscópica utilizou ajuste de matrizes origem–destino para reproduzir os carregamentos de referência. A comparação por regressão linear entre fluxos de referência e fluxos alocados integrou a verificação dessa reprodução.

As matrizes obtidas alimentaram a microssimulação. Nessa etapa, a representação individual dos veículos incorporou comportamentos de seguimento, mudança de faixa e aceitação de brechas. Também foram considerados elementos de controle e circulação que influenciam a operação das aproximações e das interseções. O interesse foi acompanhar como os movimentos se relacionam ao longo da rede, em vez de avaliar cada segmento separadamente.

Cenários de projeto e períodos de pico

O estudo examinou configurações de infraestrutura e demandas futuras nos períodos de pico da manhã e da tarde. A comparação contemplou o complexo e intervenções no sistema viário de seu entorno, incluindo a BA-528. O modelo serviu como ambiente de experimentação para avaliar soluções geométricas e suas relações com os fluxos previstos.

A leitura das simulações combinou observação da circulação com indicadores de desempenho, como filas, velocidades, tempos de viagem e atrasos. A classificação dos níveis de serviço utilizou critérios do Highway Capacity Manual incorporados ao Aimsun Next, respeitando as diferenças entre seções urbanas, segmentos rodoviários e aproximações. Essas medidas organizaram a avaliação técnica dos cenários simulados.

Um produto técnico para o desenvolvimento viário

O relatório reuniu a construção do modelo, os procedimentos de verificação, as análises de desempenho e o exame de alternativas de acesso. Os carregamentos de demanda forneceram a referência para examinar a circulação nas aproximações do complexo e na interseção BA-528 × BR-324, em apoio ao desenvolvimento do projeto da Engetec.