Projeto

Estacionamento do Ibirapuera: demanda, cronoanálise e simulação das cancelas

Para a Urbia, a Fratar estudou o estacionamento do Parque Ibirapuera com históricos de acesso, pesquisa em campo, cronoanálise e simulação dos processos de entrada e saída de veículos.

Ilustração de um estacionamento arborizado com vagas e caminho de pedestres
Imagem ilustrativa de um estacionamento em parque urbano.

A operação de um estacionamento de parque reúne variáveis que vão além da quantidade de vagas: o ritmo de chegada dos veículos, o tempo de atendimento em cada controle e a distribuição das saídas ao longo do dia. Para a Urbia Gestão de Parques, a Fratar desenvolveu um estudo específico do estacionamento interno do Parque Ibirapuera, em São Paulo, com foco no processamento de veículos e no dimensionamento dos controles de acesso.

O trabalho tratou entradas e saídas como processos com demanda e tempos de atendimento próprios. Essa abordagem organizou a análise do estacionamento a partir dos registros de utilização e da observação das cancelas. A sequência de atendimento nos controles e a ocupação dos bolsões definiram o recorte operacional examinado.

Registros de acesso e observação em campo

A base técnica reuniu históricos de acessos, perfis horários de entrada e saída e informações de ocupação. Esses conjuntos descrevem aspectos diferentes da operação: quantos veículos chegam, em que momentos deixam o estacionamento e como o estoque de veículos varia durante o funcionamento. Sua leitura conjunta constituiu a caracterização da demanda utilizada no estudo.

A pesquisa de tráfego em campo complementou os registros históricos. Também foi realizada cronoanálise dos tempos de passagem pelas cancelas, distinguindo atendimentos manuais e automáticos, tanto na entrada quanto na saída. As amostras foram organizadas em distribuições e histogramas, preservando a variação dos tempos de processamento em vez de resumir toda a operação a um único tempo médio.

Simulação dos controles de entrada e saída

A modelagem computacional utilizou o SIMUL8, com a técnica de simulação de eventos discretos. Nesse tipo de representação, os veículos são processados pelos recursos de atendimento e podem aguardar em fila quando um controle está ocupado. A variabilidade das chegadas e dos tempos de atendimento integra, portanto, a própria descrição do sistema.

O estudo comparou cenários com diferentes quantidades de cancelas, separando a análise de entrada da análise de saída. Filas, tempos associados aos processos e utilização dos recursos compuseram o conjunto de indicadores da avaliação. A apresentação técnica organizou essas comparações por configuração operacional, mantendo identificados os cenários submetidos à simulação.

Relação com a organização física do estacionamento

Além do dimensionamento dos controles, a documentação técnica reuniu a representação da circulação nos acessos, um capítulo de projeto de sinalização e o quadro de vagas por bolsão. Esses elementos aproximaram a análise dos processos de atendimento da organização física do estacionamento, onde o acesso às vagas e a passagem pelos controles fazem parte da mesma experiência de utilização.

A entrega consolidou levantamento de dados, cronoanálise, modelagem e avaliação de alternativas em um estudo voltado ao estacionamento. A participação da Fratar foi estruturar essa relação entre demanda, recursos de atendimento e espaço disponível. A comparação relacionou as configurações de entrada e saída à demanda e à ocupação dos bolsões, mantendo juntas a capacidade de atendimento das cancelas e a organização física do estacionamento.