Em um complexo industrial, os processos de acesso precisam ser examinados como parte de uma mesma operação. Chegadas, deslocamentos e atendimento mobilizam recursos e podem formar esperas em diferentes etapas. Na Alumar, a Fratar estudou essas relações por meio de simulação de processos, em trabalho para a Infraplan.
Mapear as etapas antes de avaliar a capacidade
O estudo começou com o mapeamento dos fluxos rodoviários e de pedestres. O levantamento reuniu as atividades, transições e recursos de atendimento necessários à representação dos diferentes perfis de usuários e veículos. Essa estrutura definiu os processos que precisavam integrar o modelo.
A separação dos fluxos permitiu considerar as particularidades de cada operação sem perder a visão de conjunto. No transporte de colaboradores, por exemplo, o desembarque e o embarque pertencem a uma mesma cadeia de atendimento, mas solicitam recursos diferentes. Uma leitura isolada de cada etapa poderia deixar de mostrar os efeitos dessa sequência.
Dados de chegada e duração das atividades
A demanda foi caracterizada por contagens e perfis de chegada ao longo do dia. A cronoanálise utilizou filmagens de CFTV, incluindo embarque e desembarque, pesagem, passagem pelas cancelas e atendimento nas catracas.
O objetivo dessa medição não se limitou a obter um tempo médio. As variações observadas em cada atividade foram utilizadas para representar o comportamento do sistema. Essa distinção é importante em processos nos quais a concentração de chegadas e a dispersão dos tempos de atendimento podem gerar filas mesmo quando a capacidade média parece suficiente.
Modelo de eventos discretos no AnyLogic
A modelagem utilizou o AnyLogic e a técnica de simulação de eventos discretos. O cenário de referência representou o funcionamento existente na etapa do estudo, organizando a geração de veículos e os processos de atendimento em módulos. Cada categoria recebeu características próprias de demanda, perfil de chegada e percurso.
O modelo de referência foi validado por comparação com indicadores observados. A análise de desempenho passou então a examinar distribuições de comprimentos de fila e tempos de espera nas rodoviárias, nos acessos, na balança e nas catracas. Em vez de resumir o sistema a um único valor médio, os resultados foram organizados para mostrar a variabilidade das condições operacionais.
Entregas para discutir recursos e processos
O conjunto técnico reuniu o mapeamento dos fluxos, a caracterização das operações, o modelo computacional e a interpretação das filas. Uma apresentação complementar documentou testes relacionados às cancelas e à pesagem, permitindo organizar a discussão de configurações e regimes de atendimento.
