Projeto

Estudos de tráfego nas travessias ferroviárias de Santa Ernestina e Itirapina

Para a Rumo, a Fratar reuniu pesquisas de veículos e pedestres e modelagem de tráfego para analisar alterações nas travessias ferroviárias de Santa Ernestina e Itirapina, durante as obras e na configuração posterior.

Representação de trem de carga atravessando uma rua urbana em passagem em nível.
Imagem ilustrativa da interface entre ferrovia e circulação urbana.

Uma alteração nas travessias de uma ferrovia pode modificar os caminhos utilizados dentro de uma cidade, mesmo quando a intervenção física se concentra em poucos locais. Para a Rumo Logística Multimodal, a Fratar desenvolveu estudos de impacto de tráfego em Santa Ernestina e Itirapina, no interior de São Paulo, considerando o fechamento de passagens em nível e a presença de novas estruturas de transposição.

O trabalho examinou a relação entre a infraestrutura ferroviária e a circulação municipal. A área de análise, portanto, não se limitou à travessia em si: incluiu a rede viária pela qual os deslocamentos se distribuem e a demanda observada de veículos e pedestres nos pontos pesquisados. Cada município recebeu relatório próprio, com documentação das pesquisas e da modelagem.

Pesquisas nas interfaces entre ferrovia e cidade

A coleta utilizou equipamentos de filmagem para registrar os movimentos nas passagens de veículos e de pedestres. Os levantamentos ocorreram em dias úteis e permitiram organizar os registros por local, movimento e intervalo de tempo. A tabulação distinguiu os fluxos que atravessavam a ferrovia, compondo a base empírica para a caracterização da situação existente.

As contagens de pedestres deram visibilidade a uma demanda que não deve ser confundida com o tráfego motorizado. No estudo, seu registro integrou a documentação das travessias. A representação computacional dos veículos, por sua vez, foi construída em etapas específicas de modelagem da rede e ajuste da demanda.

Da rede municipal à microssimulação

A Fratar representou as características físicas e operacionais das vias, incluindo sentidos de circulação, faixas úteis, movimentos permitidos e elementos de controle de tráfego. A modelagem combinou levantamentos da área de estudo com recursos cartográficos e de visualização do sistema viário. Essa base permitiu tratar os deslocamentos como parte de uma rede, em vez de analisar cada passagem isoladamente.

Na etapa macroscópica, foram construídas e ajustadas matrizes de origem e destino, com alocação de tráfego no Aimsun Next. O ajuste utilizou os volumes obtidos nas pesquisas. A etapa microscópica passou a representar a movimentação individual dos veículos e suas interações, incluindo os efeitos das condições de circulação nos trechos conectados.

A calibração envolveu comparações entre volumes pesquisados e simulados, além da análise do comportamento da rede. O procedimento foi documentado nos relatórios, permitindo identificar quais dados sustentavam a representação da situação atual antes da avaliação dos cenários de mudança.

Cenários de circulação e entregas

Os estudos organizaram a análise da situação existente e de configurações futuras relacionadas às intervenções ferroviárias, contemplando o período de obras e a condição posterior. A comparação utilizou indicadores de desempenho e critérios de análise de tráfego nas configurações modeladas para as obras e para a condição posterior.

Os dois relatórios reuniram pesquisas, metodologia e documentação dos modelos por município. A circulação foi analisada tanto durante as obras quanto na configuração posterior, relacionando as mudanças nas travessias aos caminhos disponíveis na rede urbana de Santa Ernestina e Itirapina.