O escoamento rodoviário de produção mineral depende da ligação entre a mina e os destinos de transbordo, consumo ou exportação. Para a MLOG, a Fratar desenvolveu um estudo de pré-viabilidade do transporte a partir de Morro do Pilar, em Minas Gerais. O escopo considerou a conexão com Itabira e o acesso a destinos em Sarzedo, na região de Ipatinga e no Porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro.
O trabalho reuniu análise da oferta viária, dados secundários de tráfego e tempos de deslocamento para relacionar as rotas ao pré-dimensionamento da frota e dos processos de carregamento.
Caracterização das rotas e da circulação
A análise utilizou informações de tráfego disponíveis no PNCT. A apresentação técnica organizou a avaliação de capacidade e os percursos que conectam Itabira aos destinos estudados. Dessa forma, a demanda de transporte mineral foi relacionada às condições da rede rodoviária utilizada ao longo das viagens.
Os itinerários foram divididos em segmentos, com identificação das conexões entre rodovias e dos acessos aos terminais. A divisão estruturou a análise de velocidades e tempos de viagem em base digital, tratando separadamente trechos com características diferentes.
Tempos de viagem na representação do ciclo
Os tempos de deslocamento foram considerados por destino e por faixa horária, incluindo os percursos de ida e de volta. Esse tratamento foi combinado com premissas de carregamento, descarregamento e atividades complementares do atendimento aos caminhões, como portaria, balança e documentação. Assim, o ciclo operacional não se resumiu ao movimento do veículo na rodovia.
O modelo de simulação avaliou cenários de distribuição do escoamento entre os destinos, relacionando a produção transportada, a quantidade de veículos e as frentes de carregamento. A análise de sensibilidade também examinou a dinâmica das filas junto ao carregamento.
Premissas e dimensionamento organizados em planilha
Uma planilha preenchida de dimensionamento complementou o estudo. Suas abas separaram as premissas operacionais do painel de cálculo, relacionando a participação de cada destino, as viagens diárias, o tempo de ciclo e a frota correspondente. As fórmulas mantiveram explícita a ligação entre distâncias, tempos de atendimento e necessidade de veículos.
