A distribuição de produtos siderúrgicos na Grande São Paulo reúne desafios que não podem ser resolvidos apenas pela distância até o cliente. A variação diária dos pedidos, o peso das cargas, as características da frota e as restrições de circulação de caminhões alteram a forma de organizar cada jornada de entrega.
Para a ArcelorMittal, a Fratar desenvolveu um estudo da rede de distribuição na Região Metropolitana de São Paulo. O trabalho reuniu modelagem da demanda, roteirização e avaliação de alternativas logísticas em uma mesma base de análise.
Representar os pedidos como eles variam no dia a dia
Em vez de distribuir um volume médio de forma uniforme, o modelo utilizou o histórico de entregas para reproduzir a variabilidade da demanda. Na atualização do estudo, o cadastro geográfico dos clientes foi associado aos pedidos de 2021.
O processo de geração de demanda combinou sorteio de dias úteis de referência, projeções de volume e distribuição de pedidos por distrito. Após a seleção dos clientes, foram atribuídos pedidos a partir do histórico correspondente, mantendo a relação entre localização, frequência de atendimento e tamanho das cargas.
A representação temporal dos pedidos foi articulada às condições de atendimento dos cenários. Essa preparação permitiu relacionar a demanda gerada à sequência das jornadas simuladas, sem tratar a distribuição como um conjunto de viagens independentes.
Consolidar cargas e construir rotas viáveis
Os pedidos gerados alimentaram a roteirização. Essa etapa articulou a capacidade dos veículos, os tempos de deslocamento e as condições de atendimento, permitindo examinar a formação das cargas e a escolha do tipo de veículo.
Para estimar os percursos, a base viária da região metropolitana incorporou velocidades históricas obtidas por monitoramento do tráfego e restrições de circulação para veículos de carga. Esse cuidado diferencia uma comparação logística de uma simples busca pelo ponto mais próximo no mapa.
A demanda foi estratificada por características dos pedidos e dos produtos. As diferentes configurações de atendimento foram então avaliadas sobre uma base comum, permitindo observar como mudanças na organização da distribuição repercutem na operação.
Comparar alternativas pelo conjunto da cadeia
O estudo reuniu transporte de entrada, movimentação, armazenagem, instalações e distribuição até o cliente em uma estrutura integrada de avaliação. A análise de localização foi associada aos demais componentes da operação: um percurso menor, isoladamente, não define a melhor configuração logística.
As simulações também foram examinadas em diferentes patamares de demanda. O relatório-síntese, organizado em apresentação técnica, consolidou:
- A caracterização geográfica da demanda e das condições da rede;
- O modelo de geração de pedidos e roteirização de entregas;
- As premissas operacionais dos cenários;
- Os quadros comparativos e as análises de sensibilidade da distribuição.
A comparação considerou as cargas e as rotas a atender, em diferentes patamares de demanda, relacionando os dados comerciais à consolidação de cargas e às jornadas simuladas. A capacidade nominal de uma instalação passou a ser examinada junto com o funcionamento da distribuição.
