Projeto

Arena da Baixada: estudo de filas nas catracas e fluxos de saída dos espectadores

Na Arena da Baixada, a Fratar estudou a relação entre chegada do público, processamento nas catracas e circulação interna, combinando simulação de filas com análise dos percursos de saída do estádio.

Ilustração genérica de circulação e pequenas filas no interior de uma arena
Imagem ilustrativa de circulação de espectadores no interior de uma arena.

O público de um estádio não chega de forma uniforme. A concentração nas proximidades do início da partida, a distribuição entre setores e o tempo de atendimento em cada catraca influenciam diretamente a formação de filas. Em 2018, a Fratar desenvolveu para o Clube Atlético Paranaense um estudo dos controles de acesso e dos fluxos de espectadores da Arena da Baixada, em Curitiba.

O trabalho foi estruturado para avaliar a operação associada à leitura biométrica e à reorganização dos acessos por setor. A análise reuniu duas frentes complementares: a simulação das filas de entrada e a avaliação estática da circulação de saída, respeitando as diferenças entre esses processos.

Reconstruir o perfil de chegada dos torcedores

A caracterização utilizou registros dos controles de acesso para observar quando o público se apresentava às catracas. A documentação distinguiu partidas em dias de semana e fins de semana e organizou os perfis por faixas de público, permitindo representar a concentração temporal das chegadas.

Os tempos de atendimento também foram analisados a partir dos registros disponíveis. Em vez de adotar uma duração única para todas as passagens, o estudo considerou a variabilidade do processamento dos espectadores. Essa distinção é fundamental: filas se formam pela interação entre a sequência das chegadas e o ritmo de atendimento, e não apenas pela relação entre totais diários.

Simular o atendimento para comparar configurações

A entrada foi examinada por simulação de eventos discretos. O modelo representou as chegadas, a escolha das filas e a variação dos tempos de processamento nas catracas. As configurações foram avaliadas conforme a distribuição dos setores e dos portões considerados em cada cenário.

Os resultados foram organizados por indicadores de espera e formação de filas. A análise de sensibilidade examinou hipóteses de atendimento e níveis de ocupação do estádio, permitindo discutir como mudanças nas condições de operação poderiam alterar a solicitação dos controles de acesso.

Na saída, o percurso completo precisa ser considerado

A circulação da arquibancada superior foi analisada por uma abordagem estática. O estudo relacionou os fluxos às larguras e às capacidades de passagem dos elementos que compõem os caminhos, examinando alternativas de distribuição entre as escadas.

A avaliação reuniu plantas, fluxos acumulados e memórias de cálculo dos percursos, relacionando a continuidade da circulação interna à dispersão após a partida.