O transporte de gusa líquido entre etapas de uma usina siderúrgica exige mais do que deslocar um veículo sobre trilhos. O carro torpedo participa de um ciclo que reúne enchimento, circulação, tratamento, basculamento e retorno. A disponibilidade do equipamento em cada ponto depende também das manobras e da sequência de atendimento das instalações.
Na unidade da ArcelorMittal em João Monlevade, Minas Gerais, a Fratar, em parceria com a BETA, desenvolveu um estudo de simulação da movimentação de carros torpedo. O trabalho relacionou a operação ferroviária dos altos-fornos às demais etapas do circuito industrial, utilizando um modelo em SIMUL8.
O ciclo industrial como unidade de análise
A representação incorporou dados de deslocamento e de processamento. Enchimento, tratamento e basculamento foram tratados como partes de uma mesma sequência, ao lado das manobras de aproximação e retorno. Com isso, o estudo abordou tanto o movimento dos veículos quanto sua permanência nas etapas industriais.
Simulação de eventos discretos em SIMUL8
A simulação de eventos discretos permitiu representar atividades que começam e terminam em instantes distintos, com recursos compartilhados e tempos próprios. Em vez de resumir o circuito a uma distância total, o modelo organizou a passagem dos carros por etapas e o atendimento das instalações ao longo da operação simulada.
A apresentação técnica reuniu as entradas do modelo e a leitura dos cenários. Também examinou os circuitos das pás carregadeiras associados à movimentação dos carros torpedo. Esses movimentos de apoio fizeram parte da avaliação das interfaces entre equipamentos, vias e posições de atendimento, sem separar artificialmente o transporte da rotina produtiva.
Alternativas de circulação e manobra
As alternativas foram comparadas ao longo do ciclo de enchimento, circulação, tratamento, basculamento e retorno dos carros. O modelo relacionou os arranjos ferroviários, pontos de espera e manobras de troca às etapas de atendimento das instalações.
