Projeto

Estudo de capacidade do acesso industrial à Copebras em Catalão

Em Catalão, a Fratar analisou o acesso rodoviário à Copebras pela Avenida Presidente Médici, reunindo diagnóstico de campo, contagens classificadas e microssimulação para comparar cenários de demanda e adequação viária.

Mapa dos dois postos de pesquisa de tráfego no corredor de acesso à Copebras em Catalão
Postos de contagem da campanha de 2019 na Avenida Presidente Médici.

O acesso a uma planta industrial depende das condições de toda a ligação com a rede rodoviária. A circulação de caminhões, os acessos de outras empresas e as características físicas da via podem influenciar o desempenho do corredor tanto quanto o movimento da própria portaria.

Em 2019, a Fratar desenvolveu para a CMOC um estudo de capacidade do acesso à planta da Copebras, em Catalão, Goiás. O trabalho concentrou-se na Avenida Presidente Médici, entre a unidade industrial e a BR-050, relacionando as condições observadas naquele período aos cenários de crescimento considerados no planejamento da operação.

Reconhecer a via e os movimentos que a utilizam

O diagnóstico combinou consulta a bases secundárias e vistoria de campo. Foram levantados o plano de circulação, as faixas de rolamento, os movimentos permitidos, a sinalização, as velocidades regulamentadas e as condições de parada e estacionamento.

A leitura da infraestrutura registrou o estado do pavimento e a presença de acessos industriais, transposições ferroviárias e outros elementos que interferiam no deslocamento. Esse reconhecimento foi necessário para representar o funcionamento real do corredor, em vez de avaliar sua capacidade apenas a partir da geometria nominal.

Em paralelo, foram realizadas contagens classificadas em dois pontos durante três dias úteis, em maio de 2019. O registro em vídeo cobriu o período das seis às vinte horas e distinguiu automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões, por sentido e movimento.

Transformar a pesquisa em um modelo calibrado

As tabulações foram organizadas em intervalos de quinze minutos. A análise da composição da frota e do perfil horário identificou os períodos de maior demanda e apoiou a representação dos fluxos de passagem no trecho.

A Fratar utilizou o Aimsun Next para construir o modelo de microssimulação da área de influência. A matriz de origem e destino foi ajustada a partir das contagens, aproximando os volumes simulados dos movimentos pesquisados.

A calibração confrontou os fluxos de campo com os resultados da simulação por regressão linear. A verificação também considerou velocidade e densidade do tráfego, para que a correspondência não se limitasse ao número de veículos. Assim, as comparações posteriores partiram de uma representação das condições observadas.

Comparar a demanda projetada e as condições da via

A preparação dos cenários considerou séries históricas e a sazonalidade da demanda. Esse tratamento permite distinguir variações entre os meses de uma referência média anual, mantendo as projeções vinculadas às hipóteses adotadas no estudo.

Sobre a base calibrada, foram comparadas alternativas de configuração e adequação viária. A análise reuniu indicadores de fluxo, velocidade, densidade, filas, atraso e tempo de viagem, com avaliação dos níveis de serviço segundo o HCM 2010.

O relatório final consolidou:

  • Diagnóstico físico e operacional do corredor;
  • Pesquisas classificadas e tabulações dos movimentos;
  • Modelo de microssimulação e documentação da calibração;
  • Premissas de projeção e comparação de cenários de capacidade.