Nas obras em rodovias de pista simples, a interdição de uma faixa pode exigir que os dois sentidos utilizem alternadamente o espaço disponível. A operação conhecida como Pare e Siga modifica a dinâmica de circulação e introduz períodos de espera, liberação e travessia do trecho em obras. Para a Arteris, a Fratar desenvolveu um estudo metodológico sobre esse tipo de operação.
O trabalho teve como referência uma especificação técnica da ARTESP voltada à obtenção do nível de serviço no plano operacional. Seu recorte foi a operação Pare e Siga, combinando análise documental, desenvolvimento de formulação matemática e experimentação por microssimulação de tráfego. O relatório também apresentou uma aplicação ao contexto rodoviário da Arteris ViaPaulista.
Uma operação temporária com dinâmica própria
O estudo examinou as relações entre demanda por sentido, comprimento do trecho, velocidade de percurso e alternância da circulação. Nesse sistema, a liberação de uma direção precisa ser relacionada ao tempo necessário para os veículos concluírem a travessia antes do atendimento da direção oposta.
A abordagem tratou separadamente componentes do funcionamento da operação, como os tempos de arranque, a dissipação das filas e a limpeza do segmento. Essa organização permitiu construir uma descrição matemática do processo, relacionando as variáveis da intervenção às medidas utilizadas na análise de tráfego.
Formulação matemática e microssimulação
A Fratar documentou uma formulação para representar a operação alternada e os cálculos associados à sua avaliação. O desenvolvimento considerou parâmetros de demanda, capacidade e características dos veículos, com referências metodológicas de engenharia de tráfego. A aplicação desses parâmetros foi tratada de acordo com o contexto de uma operação temporária, e não apenas como reprodução de um segmento rodoviário sem interrupções.
A etapa de verificação comparou os cálculos do modelo matemático com medidas obtidas em microssimulação no Aimsun Next. Na representação computacional, sinais e detectores reproduziram a lógica de liberação dos fluxos e de conclusão da passagem pelo trecho. O método permitiu organizar experimentos com diferentes condições de demanda e configuração da intervenção.
As análises de sensibilidade variaram elementos como a extensão em obras, o fluxo total, a participação de veículos pesados e a distribuição direcional. As simulações utilizaram replicações com diferentes sementes aleatórias, procedimento que integra o tratamento da variabilidade presente nos modelos microscópicos.
Aplicação com dados de tráfego rodoviário
A aplicação à Arteris ViaPaulista utilizou dados de sistemas automáticos de tráfego para estruturar perfis de demanda por horário e dia da semana. Os dados foram organizados por trechos homogêneos, vinculando a metodologia às características da demanda considerada no estudo de caso.
Essa etapa relacionou o tratamento dos volumes de tráfego aos parâmetros adotados na formulação. O relatório documentou tanto o desenvolvimento do método quanto sua aplicação, mantendo identificáveis as hipóteses de análise e a origem dos dados utilizados.
Escopo da entrega técnica
O produto foi um relatório de análise metodológica, com formulação matemática, descrição dos experimentos de simulação e estudo de caso. O trabalho de engenharia de tráfego examinou a dinâmica dessa operação rodoviária temporária em ambiente de modelagem.
A formulação matemática foi confrontada com experimentos de microssimulação que variaram extensão em obras, demanda, participação de pesados e distribuição direcional. A aplicação à ViaPaulista vinculou esse procedimento a perfis de tráfego por trecho, dia e horário.
