Projeto

Passarelas e controles de acesso da Estação Flamboyant

A Fratar avaliou passarelas, encontros de fluxos e controles de acesso da Estação Flamboyant, comparando cenários de circulação e dimensionamento para a EPC Engenharia.

Usuários caminham por passarela coberta com escada e guarda-corpos, junto a plataformas e ônibus de transporte coletivo.
Ilustração da circulação de passageiros em acesso a transporte coletivo; não representa a Estação Flamboyant.

A capacidade de uma estação não depende apenas de seus espaços internos: a chegada dos passageiros pelas passarelas e o processamento nos controles de acesso também condicionam a operação. Para a EPC Engenharia, a Fratar desenvolveu um estudo de fluxo de pessoas da Estação Flamboyant, integrante da Linha 2 do sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. O trabalho combinou análise estática, simulação de pedestres e dimensionamento dos controles de entrada e saída.

A avaliação considerou a configuração arquitetônica e a demanda projetada para o horizonte do estudo. Diferentes hipóteses de distribuição dos passageiros entre os acessos foram testadas como parte da avaliação. Esse recorte permitiu examinar não apenas a largura disponível, mas também os encontros entre fluxos e os pontos de mudança de direção.

Demanda e capacidade dos percursos

A primeira etapa reuniu projeto arquitetônico, demanda esperada, frequência do sistema e estimativas de distribuição dos passageiros. A análise estática relacionou a capacidade teórica dos elementos de circulação aos volumes previstos. Foram considerados os percursos por passarelas, escadas e rampas, com atenção à composição dos caminhos entre as ruas e a estação.

A avaliação distinguiu os períodos de pico considerados para a circulação e para os controles de acesso. O tratamento dos processos de atendimento também fez parte da construção dos modelos, relacionando cada componente à sua hipótese de demanda.

Simulação para identificar conflitos entre os fluxos

A modelagem dinâmica foi desenvolvida no Legion, com avaliação da movimentação e da densidade dos pedestres. Os cenários compararam hipóteses de distribuição dos passageiros entre os acessos. A abordagem dinâmica complementa a relação estática entre volume e capacidade ao representar os deslocamentos no tempo.

A leitura conjunta da avaliação estática e da simulação dinâmica permite examinar a geometria dos encontros e a interação entre os componentes da estação. A abordagem considera a distribuição dos movimentos, além das dimensões totais dos canais de passagem.

Comparação de configurações de circulação

As configurações de circulação foram comparadas com hipóteses de distribuição da demanda. A avaliação utilizou mapas de densidade média, máxima e de tempo acumulado em alta densidade, relacionando a ocupação dos espaços à duração das condições representadas na simulação.

A documentação técnica relacionou as configurações aos indicadores de avaliação e às premissas de cada cenário. O material organizou a comparação como subsídio ao desenvolvimento do projeto.

Dimensionamento dos controles de acesso

Para as catracas, a Fratar utilizou simulação de eventos discretos no SIMUL8. O modelo incorporou distribuições dos tempos de atendimento e comparou quantidades de equipamentos a partir de indicadores de filas, espera e utilização.

A avaliação conectou os encontros de fluxos nas passarelas às filas e à utilização das catracas. Para a EPC, a combinação dos dois modelos apoiou a discussão conjunta dos espaços de circulação e da capacidade de atendimento na Estação Flamboyant.