Entradas e saídas próximas exigem distinguir convergências, divergências e trechos de entrelaçamento, considerando a posição das manobras e a organização das faixas. Na SP-318, Rodovia Engenheiro Thales de Lorena Peixoto Jr., a Fratar desenvolveu para a Arteris Via Paulista estudos de tráfego de interseções e acessos em três trechos, nas regiões dos quilômetros 253, 257 e 263.
O trabalho reuniu atualização da demanda, avaliação de capacidade e níveis de serviço e verificação das condições de entrada e saída da rodovia. Cada trecho foi tratado conforme sua função: retornos operacionais, ligações com estradas rurais, acesso a estabelecimento comercial e a presença de uma plataforma de ônibus.
Demanda atualizada a partir da operação do corredor
A base do estudo aproveitou os levantamentos existentes da duplicação da SP-318 e os registros de tráfego da praça de São Carlos, no quilômetro 255. A série histórica permitiu atualizar o volume médio diário e estruturar as projeções para os horizontes de análise.
O tratamento considerou a sazonalidade e a composição dos veículos. Para representar a demanda da hora de projeto, foi determinado o fator K50 a partir dos registros horários. Os fluxos dos acessos rurais foram estimados por premissas explicitadas nos relatórios, e não apresentados como resultado de uma nova campanha de contagens nesses pontos.
Acesso local e circulação rodoviária no mesmo modelo
A microssimulação no Aimsun Next foi utilizada em conjunto com critérios do Highway Capacity Manual. A abordagem permitiu diferenciar a pista principal, as alças e os acessos, aplicando medidas de desempenho compatíveis com a função de cada segmento.
No trecho do quilômetro 257, a análise relacionou dois acessos próximos à operação de uma parada de ônibus interurbano. Nos demais, examinou a ligação dos dispositivos com estradas municipais e áreas rurais. A altimetria e as condições de aceleração e desaceleração foram consideradas na discussão da geometria funcional.
Critérios para avaliar movimentos próximos
Uma parte importante do estudo foi distinguir movimentos de convergência e divergência de uma seção efetiva de entrelaçamento. Essa classificação não depende apenas da proximidade visual entre uma entrada e uma saída: a posição das manobras e a organização das faixas fazem parte da avaliação.
Os relatórios relacionaram as configurações analisadas às instruções de projeto aplicáveis da ARTESP e do DER-SP. Essa leitura aproximou a verificação operacional da discussão de engenharia dos acessos, preservando as particularidades de cada trecho.
Os relatórios reuniram:
- Atualização dos volumes diários e horários de projeto.
- Avaliação operacional dos trechos e dos movimentos de acesso.
- Mapas de níveis de serviço para os horizontes estudados.
- Memórias de cálculo dos parâmetros de tráfego para pavimentação.
Do desempenho do tráfego ao suporte ao projeto
Além da capacidade, os estudos calcularam o número N, parâmetro que representa solicitações equivalentes de eixos para o dimensionamento de pavimentos. Essa etapa articulou a composição dos veículos comerciais às projeções de tráfego e aos métodos USACE e AASHTO.
Os relatórios específicos articularam a avaliação dos movimentos de acesso, as condições de aceleração e desaceleração e o cálculo das solicitações para pavimentação. A análise conservou as diferenças entre os três trechos, inclusive a interação entre acessos e a parada de ônibus no quilômetro 257.
