O Anel Rodoviário de Belo Horizonte reúne tráfego de passagem e deslocamentos urbanos em um corredor com numerosas conexões. Avaliar uma intervenção nesse sistema exige compreender como a demanda se distribui entre o eixo e as vias do entorno. A Fratar desenvolveu para a Tectran/Systra um estudo de capacidade e nível de serviço voltado ao corredor, com modelagem de alternativas e comparação de seus efeitos operacionais.
O trabalho abrangeu o Anel, seu entorno e trechos da BR-040 e da BR-381. A abordagem combinou uma leitura regional das viagens com a representação detalhada das condições de circulação nos segmentos e acessos diretamente envolvidos nas propostas.
Uma base comum para demanda e rede
As matrizes origem-destino e as informações viárias disponibilizadas pela contratante forneceram a base inicial do estudo. Para utilizá-las em uma ferramenta comum de modelagem, foi desenvolvida uma conversão de arquivos do EMME para o Aimsun, preservando o vínculo entre zonas, matrizes e características da rede.
As matrizes foram agregadas de forma compatível com as áreas relevantes para a análise. A etapa macroscópica considerou atributos como hierarquia das vias, velocidade de fluxo livre e capacidade, permitindo representar a distribuição das viagens antes do detalhamento do corredor.
As informações fornecidas foram complementadas por contagens classificadas realizadas em novembro de 2016. Os dados ajudaram a caracterizar os movimentos nos acessos e alimentaram o ajuste das matrizes, conectando o modelo às condições observadas.
Da alocação regional à microssimulação
O trabalho utilizou alocação de tráfego e procedimentos de estimação para compatibilizar a demanda com os volumes de referência. Em seguida, a microssimulação representou com maior detalhe a oferta viária: faixas, movimentos permitidos, interseções e características operacionais dos veículos.
A calibração foi examinada pela comparação entre volumes observados e simulados, complementada pelo indicador GEH. Somente após essa verificação foram desenvolvidos os experimentos das configurações alternativas, mantendo uma referência consistente para a comparação.
Cenários de infraestrutura e circulação
O estudo contemplou a configuração de referência e propostas de intervenção para diferentes horizontes. A modelagem incluiu alternativas de infraestrutura e circulação, além da representação de condições associadas a obras e desvios.
A análise examinou o funcionamento do eixo e das marginais, reconhecendo que a capacidade de uma ligação depende dos segmentos que recebem ou entregam seu tráfego. A comparação de cenários buscou, portanto, avaliar o efeito conjunto das soluções, e não apenas a capacidade isolada de cada elemento geométrico.
Resultados para orientar a discussão das alternativas
Os cenários foram comparados por velocidade, atraso, tempo de viagem, densidade e formação de filas. A leitura separou tráfego geral e transporte coletivo e foi complementada por estimativas de emissões dos modelos.
