Projeto

Centro de Manaus: circulação, ônibus e pedestres no plano de 2015

Plano de circulação do Consórcio Tectran/Systra para a área central de Manaus, em 2015, conectou a demanda municipal à microssimulação da rede central e à comparação de alternativas.

Mapa histórico da rede de Manaus, com a área central selecionada para microssimulação destacada em vermelho.
Rede macroscópica de Manaus e recorte da área central utilizado na microssimulação do plano de 2015. Fonte: Consórcio Tectran/Systra, relatório técnico, figura 19.

O centro de Manaus reúne funções que disputam o mesmo espaço viário: comércio, serviços, transporte coletivo e acesso ao porto, às margens do Rio Negro. Em 2015, o Consórcio Tectran/Systra elaborou um plano de circulação para essa região. Rodrigo Coelho integrou a equipe técnica do trabalho, que compõe seu acervo profissional.

Um centro conectado ao restante da cidade

O estudo relacionou o Centro Histórico aos corredores de chegada e saída e às conexões com a região portuária. A análise considerou ônibus, pedestres e veículos de carga, além de estacionamentos, pontos de parada e interseções, para organizar o recorte de modelagem.

Esse recorte permitiu tratar a circulação como uma rede. Alterar o sentido de uma rua ou redistribuir o tempo de um semáforo poderia deslocar filas para outro cruzamento, modificar o acesso ao comércio ou mudar as condições de transferência entre o transporte fluvial, os ônibus e os percursos a pé.

Da demanda municipal ao detalhe das interseções

A metodologia combinou duas escalas de modelagem no Aimsun. A rede macroscópica representou os deslocamentos pela cidade e a escolha de rotas. A partir dela, foi recortada a área central para uma análise microscópica, com maior detalhamento da geometria, da sinalização, dos pontos de ônibus e da operação dos veículos.

A matriz de origem e destino do Plano de Mobilidade serviu como ponto de partida. O trabalho desagregou a demanda na região central, extraiu as viagens da subárea e ajustou os fluxos às contagens classificadas de veículos. A calibração e a validação confrontaram volumes simulados e observados nos picos da manhã e da tarde, evitando avaliar as intervenções sobre uma representação apenas esquemática do tráfego.

Alternativas que articulavam circulação e uso da via

O diagnóstico e os testes de simulação apoiaram a construção de alternativas de circulação. As propostas foram examinadas em conjunto com as características de uso das vias e as necessidades de atendimento dos diferentes modos.

A representação das alternativas relacionou a continuidade dos percursos à operação das interseções. O controle semafórico integrou a modelagem, permitindo analisar a coordenação entre cruzamentos no funcionamento da rede central.

Uma base operacional para escolher intervenções

A comparação utilizou a demanda do ano-base de 2015. Esse ano-base orientou os cenários de microssimulação e a interpretação dos indicadores.

O produto técnico ofereceu ao planejamento municipal uma comparação integrada das alternativas, acompanhada de análises de desempenho e viabilidade. O plano relacionou intervenções pontuais ao funcionamento do centro como um todo, conectando o desenho das alternativas à operação de ônibus, pedestres e veículos de carga.